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Flexibilização da IA nos EUA e investimentos devem aumentar preocupações com privacidade e uso ético
No fim de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou novas diretrizes para o desenvolvimento de inteligência artificial (IA) no país. As orientações enfatizam a importância de equilibrar inovação tecnológica com considerações éticas e de segurança.
As diretrizes incluem princípios para garantir transparência, equidade e responsabilidade no uso de IA, além de promover a colaboração entre o governo, a indústria e a academia para fortalecer a liderança dos EUA no setor. O objetivo é assegurar que o desenvolvimento de IA beneficie a sociedade como um todo, respeitando os direitos individuais e promovendo o bem-estar público.
Ainda sobre o tema, Trump anunciou que o setor privado fará um investimento de US$ 500 bilhões em infraestrutura e tecnologia para IA, por meio de uma joint venture formada pelas empresas OpenAI, a Oracle e a SoftBank chamada Stargate.
Para Lucas Leite, Data Protection Officer (DPO) da Privacy Tools, o investimento maciço e o surgimento de novas soluções de IA prometem levar essa tecnologia para o dia a dia de forma ainda mais intensa: “Isso intensifica as preocupações com a ética e a privacidade de expor riscos significativos”, explica.
Conforme Leite, em um cenário em que a comunidade de privacidade já alerta para práticas sem critérios éticos, a pressão por transparência e responsabilidade só tende a crescer. “No Brasil, a LGPD impõe diretrizes rigorosas que exigem uma abordagem cuidadosa na implementação da IA, enquanto na União Europeia a proposta da AI Act reforça um modelo regulatório preventivo”, analisa.
Diante desse contexto, as organizações precisarão equilibrar o impulso inovador com investimentos em compliance, segurança e governança dos dados, garantindo que o avanço tecnológico aconteça sem comprometer os direitos individuais.
De acordo com o DPO da Privacy Tools, a governança de IA não deve retroceder, pois grandes empresas já buscam e demonstram também sua preocupação e exigem transparência e práticas responsáveis no uso da tecnologia. “Assim como ocorre com proteção de dados e segurança da informação, o mercado se autorregula: organizações que não adotarem boas práticas sofrerão prejuízos e poderão perder oportunidades de negócios. Questões como viés nos modelos, critérios de tomada de decisão e armazenamento de dados serão cada vez mais cobradas, tornando a responsabilidade corporativa um diferencial competitivo essencial”, finaliza.
Sobre Lucas Leite
Atua como Data Protection Officer (DPO) na Privacy Tools. É certificado pela Assespro-RS para Atuação como Encarregado de Dados, possui a certificação EXIN Privacy and Data Protection Foundation e o título de SkillFront ISO/IEC 27001 Information Security Associate™. Além disso, é instrutor do curso Privacy Deployment e especialista em implementação de soluções Privacy Tools, com seis anos de experiência no mercado de privacidade e proteção de dados.
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